Entenda como funciona a tradução de documentos oficiais

Escrito por Luciano Batista de Lima
Publicado em 28 nov 19

É muito comum que a tradução de documentos oficiais tenha que ser realizada em registros que o requerente pretende utilizar em outros países, como certidões que serão usadas para o reconhecimento de dupla cidadania.

No entanto, apesar da grande procura, ainda há um enorme número de pessoas que não conhecem a necessidade de realizar a tradução ou, ainda, não sabem a sua diferença para as traduções convencionais, sejam elas automáticas ou profissionais.

Se você deseja entender como é o processo para a tradução documentos oficiais, acompanhe o post, pois vamos apresentar todos os detalhes. Veja!

Para que serve a tradução de documentos oficiais?

O principal objetivo da tradução de documentos oficiais é fazer com que sejam emitidos em nações diferentes com validade legal em outros países.

No entanto, apenas a tradução simples (convencional) não é suficiente para conferir validade ao documento e para que ele seja juridicamente válido em outros países, é preciso realizar uma tradução juramentada, também conhecida como pública, que conta com características específicas.

A tradução pode ser realizada em diversos documentos, como carteira de identidade, certidão de nascimento, carteira de habilitação, passaporte, certidão de casamento, certidão de naturalização, histórico de antecedentes criminais, documentos de adoção, diplomas, atestado de óbito, contratos, testamentos, entre outros.

O que é uma tradução juramentada?

Somente ter o conhecimento de uma língua estrangeira não é o bastante para realizar a tradução de documentos oficiais, uma vez que o serviço conta com exigências burocráticas e legais específicas.

Assim, uma tradução juramentada somente pode ser feita por um profissional, o tradutor juramentado, que está inscrito na Junta Comercial do Estado em que pretende oferecer os seus serviços e devidamente habilitado como Tradutor Público e Intérprete Comercial (TPIC).

Tal exigência é feita porque, como se tratam de documentos oficiais, a sua tradução somente pode ser feita por uma pessoa dotada de fé pública e que, consequentemente, conta com a confiança das instituições públicas para atribuir validade legal necessária ao documento que será traduzido.

Dessa maneira, a grande diferença da tradução convencional para a juramentada é que as juramentadas são válidas apenas quando são feitas por profissionais devidamente habilitados.

Como funciona o processo de tradução de documentos oficiais?

Para realizar a tradução de documentos oficiais é preciso, inicialmente, que o interessado procure por empresa especializada em traduções ou um tradutor juramentado devidamente habilitado, sendo que os valores são tabelados, portanto, os profissionais devem cobrar o mesmo preço.

Em 2019, por exemplo, é cobrado R$ 0,45 por palavra pela tradução de um outro idioma para o português e R$ 0,57 por palavra do português para um idioma estrangeiro. O valor também pode ser cobrado pelo número de laudas geradas (cada lauda conta com cerca de 2.100 caracteres por página, considerando os espaços).

Os valores também são diferentes dependendo do tipo de tradução juramentada, que pode ser especial ou comum. Os textos comuns são aqueles que não contam com termos técnicos, como a tradução de uma CNH ou RG. Já os textos especiais têm diversos termos técnicos, como contratos ou uma bula de remédio.

Por fim, é criado um documento novo em papel timbrado, identificado e assinado pelo profissional responsável e com a tradução em seu inteiro teor. Além disso, ela deve sempre ser apresentada junto do documento original para que sua validade legal seja comprovada.

O prazo de validade do documento traduzido é o mesmo do documento oficial, assim, é preciso observá-lo para que não ocorra nenhum problema. Um passaporte brasileiro, por exemplo, atualmente conta com validade de 10 anos e, dessa maneira, a validade da tradução acompanha a do documento.

Agora que você já conhece todos os detalhes sobre a tradução de documentos oficiais, conte com o serviço sempre que for utilizar documentos no exterior, a fim de não ter nenhum problema ou imprevisto.

Se você gostou das dicas que apresentamos, continue a visita em nosso blog e confira o nosso post sobre registro em cartório e entenda a diferença entre 1, 2 e 3ª via do registro!

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Por Luciano Batista de Lima

Acadêmico de Direito. Experiência:  13 anos de atuação em Cartório de Registro Civil em Santa Catarina, sendo que destes, 8 anos foram como Oficial Substituto.

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